Ao se escrever, se desenha
4 de junho de 2008

Irei contar algo à vocês, mas está história que vocês irão ouvir, não pode ser falada, nem ouvida, só escrita e lida…
Uma história de um namoro que aconteceu comigo, uma história de amor, ou de terror, vocês decidem…
Eu, escritor como sempre, estava andando em uma rua, com minha namorada, um linda jovem de cabelos lisos, pretos e compridos, olhos pretos…
Foi um triste dia quando ela foi andar de carro, um caminhão bateu nela, e ela colidiu com um igreja, foram fazer o resgate, mas não acharam corpo algum…
Dois anos se passados, e fiquei escrevendo cada vez mais histórias, arranjei um outra namorada, pois tinha que continuar com a vida, essa minha namorada atual tinha olhos verdes, um cabelos loiros escuro, compridos e lisos, também…
Ela adorava as minha histórias, escrevia algumas sobre ela, mas só com o jeito igual, o jeito de falar das coisas, ah…aquele jeito…
Pois é!
Um dia escrevi o quanto gostava da minha namorada atual, escrevi cada coisa que vinha do meu coração, escrevi tudo de bom!
Minha namorada leu, adorou e deu um comentário:
-Nossa! Olha o que você sem querer fez! Um desenho!
O desenho, eu vi, claro que iria conhecer aquele rostinho bonito, com os cabelos voando com o vento, aquele sorriso, era a minha antiga namorada, parecia viva em minha história!
Guardei aquele texto na minha gaveta…
Cinco anos depois, casei com minha namorada, mas fiquei em minha casa com meus pais, e minha querida esposa foi junto…
Um belo dia, estava inspirado para escrever um história, fui pegar papel na gaveta, dei de cara com aquela redação, as bordas estavam um pouco mordiscadas, mas a cara da jovem de cabelos negros estava diferente, naum estava sorridente, estava com uma cara estranha, olha fixamente para a frente, lia história, era a mesma, exatamente igual, mas o desenho dentro dela não…
Perguntei para a minha esposa se eu estava louco ou qualquer coisa, mas ela também via…
Deixei na mesa da cozinha, e fui escrever uma crônica qualquer…
Fui ao sótão para dar mais inspiração, então veio uma voz:
-Você me traiu!
Virei o rosto, e vi o papel da minha história no chão, agora, o desenho estava com RAIVA!

